Maior Goleada
A maior goleada da história da Portuguesa aconteceu longe da torcida. Foi na Bolívia, no dia 02 de fevereiro de 1970 e o adversário era o Ferroviário de Oruro. O time da LUSA com sua reputação de tri-fita azul, acabou fazendo uma média de três gols para cada mil metros de altitude de Oruro. O jogo terminou 12 a 0, gols de Milano 3, Basílio 2, Ratinho, Leivinha, Ulisses, Élcio, Luís Américo, Rodrigues e Tatá. Ninguém poderia reclamar do técnico Aimoré Moreira, pois quem viajou jogou: Orlando (Rogério); Zé Maria (Deodoro), Marinho Perez, Guaraci e Américo (Ulisses); Lorico (Luís Américo), Leivinha (Basílio) e Paes (Élcio); Ratinho, Tatá e Rodrigues (Milano).
Maiores Goleadores
Nos registros dos recordes, nos mostra duas feras: José Lázaro Robles (Pinga I) e Enéas Camargo. Pinga I foi maior artilheiro da história da Lusa, vestindo a camisa rubro-verde durante oito anos (44 a 52), marcou 190 gols: 132 no Campeonato Paulista, 18 no Torneio Rio-São Paulo, 16 em jogos internacionais e 24 em partidas amistosos. Mas, se Pinga I não se cansava de chegar à rede dos adversários, o mesmo acontecia com Enéas, um prata da casa, autor de 180 gols. A LUSA conta com quatro jogadores na lista dos artilheiros: Carioca, com 19 gols, em 1936; José Lázaro Robles (Pinga I), com 22 gols, em 1950; Antonio B. da Silva (Toninho), com 13 gols, em 1989; e Paulinho McLaren, com 20 gols, em 1995.
Recorde de Expulsões
Por decisão do árbitro, um jogo da Portuguesa, acabou antes da hora. Devido a expulsão de 22 jogadores - recorde do clube - e aconteceu do Rio-São Paulo, num domingo cedo do ano de 54, contra o Botafogo carioca. A encrenca começou quando Tomé resolveu intimidar o meia esquerda Edmur. Dos empurrões, os desafetos passaram aos bofetões e com o tempo os companheiros foram chegando e batendo. Os grandalhões Dino, Vinicius e Hermínio não paravam de distribuir socos e pontapés. Sem outro recurso, o árbitro encerrou a partida vinte minutos antes do final. Como houve conflito, a vitória de 2 a 0 da Lusa acabou sendo confirmada.
A Fundação
A Portuguesa foi fundada como Associação Portuguesa de Esportes no dia 14 de agosto de 1920. Neste dia, o Lusíadas FC, a Associação 5 de Outubro, o Sport Club Lusitano, a Associação Atlética Marquês de Pombal e o Portugal Marinhense, se uniram para formar um único clube da colônia lusitana, capaz de disputar a primeira divisão do campeonato paulista. A data da fusão dos cinco clubes foi escolhida a dedo. Neste dia, no século XIV, Portugal derrotou a Espanha na Batalha de Aljubarrota, marcando o primeiro passo para se desligar do Reino de Castela. Escolher as cores do time foi fácil: verde e vermelha, as mesmas de Portugal. A Cruz de Avis, que simboliza as glórias lusitanas nas Cruzadas, foi adotada como o símbolo do novo clube.
O primeiro Jogo e o primeiro Paulistão
Em 1920, a Portuguesa se inscreveu na APEA para disputar o Campeonato Paulista. Como o número de participantes da Liga já estava fechado, a Portuguesa se associou ao Mackenzie, que estava com problemas financeiros, para participar do campeonato. No jogo de estréia derrota por 3x0 para o São Bento, da Capital. A primeira vitória viria com um resultado espetacular: 4x2 no Paulistano, de Artur Friendenreich, o grande clube da época. A união com o Mackenzie durou até 1923, depois de três Paulistas.
O Clube das Goleadas
Tudo começou em julho de 1935, quando a Lusa venceu o Ordem e Progresso por 11x0, goleada até então recorde em jogos do Campeonato Paulista. Em 1950, a Portuguesa não perdoou o Corinthians e enfiou 7x3. Em 1955, pelo Rio-São Paulo, a vítima foi o Santos, ainda sem Pelé: 8x0. Para completar, no Brasileirão de 1998, o São Paulo também sofreu: 7x2, no Pacaembu.
As inaugurações da "Ilha da Madeira"
A primeira sede da Portuguesa foi o Largo de São Francisco, depois a rua XI de Agosto, a XV de Novembro e por fim a Rua São Bento, onde viveu suas maiores glórias. O Canindé foi comprado do São Paulo Futebol Clube em 1956. O terreno era formado por vários lagos e, por causa das arquibancadas de madeira, o estádio ficou conhecido como "Ilha da Madeira". Inaugurações não faltaram no estádio da Portuguesa. A primeira aconteceu no dia 11 de janeiro de 1956, com a Lusa enfrentando um combinado Palmeiras/São Paulo. A Lusa venceu por 3x 2, de virada, e Nelsinho fez o primeiro gol do time. Na inauguração do primeiro anel, no dia 9 de janeiro de 1972, o time foi derrotado por 3x1 para o Benfica. Vítor Batista, do Benfica, foi autor do gol que é considerado oficialmente o primeiro do estádio. O nome oficial é uma homenagem ao antigo presidente, já falecido.
Os Dolares Falsos
A Portuguesa também tem seus títulos internacionais. Na década de 50, o jornal "A Gazeta Esportiva", criou o troféu "Fita Azul", que seria entregue ao clube brasileiro de melhor desempenho no exterior. Em 1951, a Portuguesa, que tinha gênios como Djalma Santos e Julinho Botelho, disputou 11 partidas na Europa, vencendo 10 e empatando uma. O auge da excursão foi a vitória por 4x3 sobre o Atlético de Madrid, campeão espanhol, partida que valeu pela Copa San Isidro. Na chegada a São Paulo, o time foi recebido como um verdadeiro campeão do mundo. A viagem ficou famosa também pela prisão de três jogadores do clube. O meia Renato, sem saber, comprou dólares falsos no Aeroporto de Lisboa e emprestou algumas notas para Rubens e Djalma Santos. Quando foram às compras eles acabaram presos, acusados de falsificação. Os jogadores só foram liberados após uma exigência das autoridades portuguesas. Tiveram que assinar um documento no qual diziam ter comprado os dólares falsos no Brasil, não em Lisboa. Foi o jeitinho lusitano para não sujar o nome de Portugal na Europa. Um novo Fita Azul seria conquistado em 1954.
Maradona na Lusa ?
Muito antes de desfilar sua genialidade nos campos do mundo afora, Diego Armando Maradona esteve perto de ser jogador da Portuguesa. Em 1975, Maradona foi oferecido por seu empresário, Juan Figger, por US$ 300 mil. A diretoria da Lusa não quis.
O Titulo da Esperteza
O famoso erro do juiz Armando Marques na contagem dos pênaltis na final do Paulistão de 1973, poderia ter sido corrigido não fosse a pressa dos jogadores da Portuguesa em deixar o estádio do Morumbi. O jogo e a prorrogação terminaram em 0x0, que acabou levando a decisão para os pênaltis. O lateral Zé Carlos desperdiçou a cobrança pelo Santos, mas Carlos Alberto e Edu converteram. Pela Lusa erraram Isidoro, Calegari e Wilsinho. Caberia a Pelé, cobrar o próximo, que seria o gol do título. Mas o árbitro se atrapalhou todo e declarou o Santos campeão antes cobrança do Rei. Enquanto os santistas comemoravam o título, os da Portuguesa, orientados pelo malandro técnico Oto Glória, deixaram o campo rapidinho, sem banho mesmo. Quando Armando Marques percebeu a besteira que havia feito, procurou os jogadores da Lusa no vestiário, só que eles tinham ido embora, alguns só de cueca, reza a lenda. Sem data para um novo jogo, a Federação Paulista decidiu dividir o título de 1973.
O Garoto de Ouro
Depois do título de 1973, a torcida da Portuguesa só voltou a sentir o gosto de um título na decisão da Copa São Paulo de Juniores em 1991. Na ocasião, o time da Lusa era a sensação da competição. Foram revelados os atacantes Sinval, Tico e especialmente Dener. A final da Copa foi contra o Grêmio e a vitória de 4x0, um dos gols foi marcado por Dener. O mesmo Dener é considerado o maior craque da história, revelado pelo clube. Ele faleceu em 1994, no Rio de Janeiro, após um acidente automobilístico.
Quase, Quase....
No ano de 1996 a Portuguesa saboreou um grande momento. Comandado pelo meia Rodrigo em campo e pelo técnico Candinho no banco, o time fez uma bela campanha e chegou a final do Brasileirão contra o Grêmio, dirigido por Felipão. A Lusa ganhou o primeiro jogo, no Morumbi, por 2x0. Mas no Olímpico perdeu, também por 2x0. O clube ficou mais uma vez no quase, quase...